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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Adeus, notas vermelhas

Você deve ter tentado de tudo para melhorar o boletim escolar de seu filho. Já foi até ao médico para checar se o baixo rendimento era resultado de alguma deficiência.

Como os resultados dos exames foram normais, você, como a maioria dos pais na mesma situação, chegou à conclusão de que seu filho não tem jeito. Mesmo com todos os exames apontando em sentido contrário, pode ser, sim, que seu filho tenha algum distúrbio que interfere na aprendizagem, o que atinge cerca de 10% das crianças em idade escolar. Entre os mais comuns estão os distúrbios de audição, que podem comprometer o futuro estudante se não forem diagnosticados e tratados precocemente. O problema, segundo especialistas, é que pais e educadores não estão preparados para perceber os principais sinais desses distúrbios, que deixam seus portadores com fama de aluno-problema. Algumas características são comuns em quem apresenta esses e outros distúrbios, tais como: - Desatenção. Não conseguem acompanhar uma conversa com várias pessoas falando ao mesmo tempo. Ou não percebem quando estão sendo chamadas. - Falta de compreensão. Não entendem piadas nem brincadeiras de duplo sentido. - Apresentam dificuldade para falar determinados
fonemas ou para discriminar sons. - Atrapalham-se ao contar uma história ou dar um recado. - Não relacionam a informação auditiva com a visual. - Escrevem em espelho (invertido) ou trocam as letras. Podem apresentar letra feia. - São agitados ou quietos demais. - Têm dificuldade de relacionamento com crianças da mesma faixa etária. Se seu filho se encaixa em algumas das características acima, fique alerta. Procure um fonoaudiólogo para uma avaliação completa da criança, incluindo testes especiais para checagem da audição central. As habilidades auditivas que estão alteradas poderão ser trabalhadas com o especialista durante as sessões de terapia fonoaudiológica.

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