Lua não é Rua.
Pode ser uma gracinha assistir uma criança com dificuldade em falar
palavras como “paralelepípedo” e “Pindamonhangaba”, entretanto a
gracinha pode virar problema.
Falar errado, trocar fonemas pode ser além de bonitinho, o inicio de um problema de alfabetização, principalmente se a criança já passou dos 4 anos.
Depois dessa idade, os pais devem observar como a criança se comunica e corrigir a pronúncia dela, só assim a alfabetização e aprendizagem ocorrem de maneira tranqüila ao pequenino.
Mas, tenha calma, falar errado é parte do processo de aquisição da linguagem oral. Pais e pessoas que cuidam da criança devem evitar ao máximo imitar a linguagem da criança, a psicopedagoga Heloisa Yoshida explica que esse comportamento promove o reforço do padrão de comunicação, fixando os fonemas de modo incorreto na mente da criança. A criança não tem discernimento para saber quando os pais estão falando sério ou simplesmente debochando.
O comportamento de imitar, trocar ou omitir letras no fonema pode prejudicar o desenvolvimento do aprendizado da língua e da alfabetização. E, somente uma terapia fonoaudiológica pode curar um fonema errado fixado. Além disso, aprender a ler e escrever pode demorar um pouco mais do que o habitual, a criança costuma ter dificuldade para realizar essas tarefas, pois sua escrita dependerá da linguagem oral.
Os pais têm a função de repassar comportamentos sociais e lingüísticos as crianças. Portanto, quando nessa fase de aprendizagem do idioma, a criança não deve ser repreendida, mas aos responsáveis cabe a repetição da palavra de maneira correta. Assim, ela substituirá gradativamente o vocabulário errado pelo novo e correto.

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