Reza o provérbio que em briga de marido e mulher não se deve meter a colher, certo? Mas e quando é a cerimônia de casamento dos filhos que está em questão? Nessa hora é preciso reconsiderar a situação em nome de um sentimento maior: o amor. No entanto, essa tarefa não é fácil, principalmente quando a separação dos pais não foi amigável, envolveu guarda de filhos, pensão, entre outros.
Segundo a consultora para casamentos Luciana Mereb, geralmente, pais nessa condição já superaram o trauma da separação, agindo naturalmente em um ambiente festivo. A grande dificuldade encontrada em alguns casos são questões litigiosas que envolvem esses familiares que acabam por constranger os protagonistas da festa: os noivos.
Para que nenhuma situação estrague a alegria da celebração, o primeiro passo é ter uma conversa com os noivos e entender até que ponto podem tentar uma conciliação com os pais ou parentes, mesmo que por um único dia. Se ainda assim não houver acordo entre as partes, opte por afastá-los. Esta atitude na festa é algo fácil, o mais complexo é contornar a situação durante a cerimônia religiosa, em que os noivos e padrinhos são focos de atenção.
Quando existe esse conflito familiar, uma alternativa é colocar a mãe com o novo acompanhante (ou deve-se escolher um padrinho para acompanhá-la) em primeiro lugar e o pai e sua nova acompanhante (esposa ou madrinha selecionada pelo casal) no final ou no meio da ordem dos padrinhos. Com discrição, deve-se ficar atento às atitudes dos ex-cônjuges durante a festa, para evitar situações ainda mais constrangedoras.

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