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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Interações delicadas

Aspectos conscientes e inconscientes interferem fortemente na relação mãe-filha.
Apropriar-se de seus sentimentos e entender sua profundidade é essencial para o convívio harmônico.

É emocionante ver a menininha toda graciosa imitar sua mãe: coloca seus sapatos, pega sua bolsa e desfila dizendo ‘Vou tabaiá’. Como um relacionamento que, geralmente, se inicia com um amor incondicional, intenso e visceral pode se transformar, em alguns casos, em palco de desavenças e aridez?

A relação entre mãe e filha passa por transformações ao longo da trajetória de suas vidas: a relação fusional com o bebê, a admiração e imitação da criança, a comparação na fase da adolescência. Tudo isso faz parte do desenvolvimento emocional natural e será decisivo para a fase posterior: a diferenciação que deve ocorrer entre a menina que se tornou mulher e sua mãe.


A mãe precisa ajudar sua filha a se desprender e a ir em busca de suas próprias realizações. Mães que não estão suficientemente amadurecidas e resolvidas quanto aos seus próprios desejos e emoções podem ter dificuldade em desempenhar esse papel. Nesses casos, vemos filhas buscando realizar as aspirações de suas mães sem se darem conta disto, ou mãe e filha que passam a competir como mulheres - competem pela beleza, realização profissional...

O que fazer para resgatar a relação? Tanto mãe quanto filha precisam ter espaço para suas realizações individuais. Precisam permitir uma à outra um distanciamento e proximidade saudáveis. Se o atrito entre ambas impede o diálogo franco, a ajuda de um profissional psicólogo pode auxiliá-las a perceber onde a relação necessita de ajustes.

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